Anúncio provido pelo BuscaPé

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Brasil é o país mais preparado do mundo para enfrentar a crise, diz Lula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (9), que o Brasil é o país mais preparado do mundo para enfrentar a crise financeira internacional.

“Eu posso dizer como presidente da República, não tem nenhum país do mundo mais preparado para enfrentar essa crise. Não tem nenhum país do mundo mais preparado que o Brasil, com mais estabilidade. Nós temos reservas, temos mercado, e temos uma economia crescente”, disse Lula. O presidente deu a declaração durante a inauguração do trecho Araguaína da Ferrovia Norte-Sul, na cidade de Colinas, Tocantins. Estavam presentes na cerimônia o ex-presidente e atual senador José Sarney (PMDB-PA), o presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, e a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, além do governador de Tocantins, Marcelo Miranda.

Lula disse que há quem torça para que a crise atinja o país e que há muita “propaganda sistematizada a favor da crise”.
“Tem gente torcendo pra gente quebrar. (...) Leiam e vejam televisão. Escutem rádio. É quase uma propaganda sistematizada em favor da crise. É quase uma propaganda. Eu acho que a gente tem que falar da crise porque ela é séria, é profunda, mas não foi causada por nós”, disse. O presidente comparou a crise norte-americana como um “uma bolha, um ovo sem gema”, que quando se quebra, não há nada dentro. Disse que foi causada pela especulação do mercado e que não há motivo para pânico.
O presidente também falou sobre o seu recorrente incentivo ao consumo. Lula disse que é errado desistir de consumir pelo medo do desemprego, porque o consumo estimula o comércio que estimula a indústria. “Essa é a contradição. Imagina a economia sendo a roda gigante.” “Qual é o conselho que eu dou para o povo? Se você está com dívida, não faça mais dívida. Mas, se você tem um dinheirinho, quer dar um microondas de presente, em suaves prestações, se puder, compre”, afirmou.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

'A MUDANÇA CHEGOU À AMÉRICA'

Barack Hussein Obama, 47 anos, foi eleito nesta terça-feira (4) o 44º presidente da história dos Estados Unidos. Ele será o primeiro negro a chefiar a nação mais rica do planeta.

No discurso da vitória, o senador democrata disse que a "hora da mudança chegou à América".

Obama falou em Chicago, seu berço político, pouco depois das 23h no horário local (3h de quarta em Brasília). Uma hora antes, projeções indicaram sua vitória sobre o também senador John McCain, 72 anos, um republicano.

"Se alguém aí ainda dúvida de que os Estados Unidos são um lugar onde tudo é possível, que ainda se pergunta se o sonho de nossos fundadores continua vivo em nossos tempos, que ainda questiona a força de nossa democracia, esta noite é sua resposta," afirmou Obama na abetura do seu discurso de vitória.

Pelas projeções, Obama teve até agora 338 dos 538 votos no Colégio Eleitoral - o mínimo para ser eleito é 270 -, contra 163 do rivel Mccain, num resultado que confirmou a tendência apontada pelas pesquisas de intenção de voto divulgadas até a véspera da eleição.

A posse do democrata está marcada para 20 de janeiro, encerrando oito anos de um impopular governo do republicano.



Obama discursou para uma multidão no Grant Park, em Chicago, às margens do Lago Michigan. Segundo estimativa da rede de televisão CNN, o público foi de 125 mil pessoas. A agência Associated Press estimou em 250 mil.

No palco, ele sorriu menos do que durante a campanha, parecendo mais sério já como presidente eleito. Obama parabenizou o candidato derrotado, disse que McCain "trabalhou duro" durante a campanha e que quer trabalhar junto com o rival na Casa Branca. Ele também parabenizou seu candidato a vice, Joe Biden, sua mulher, Michelle Obama, e sua família.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Eleições 2008

Dicas para escolher candidatos a prefeito e a vereador.

Em outubro, prefeitos e vereadores serão escolhidos pelo voto. Procuramos especialistas para saber como escolher um bom candidato. Não há fórmulas, eles alertam, mas alguns cuidados podem evitar o risco de arrependimento. Para especialistas, as eleições municipais facilitam o processo de escolha do candidato porque, nesses casos, o eleitor está mais próximo dos políticos. Às vezes o candidato é um comerciante local, uma liderança de alguma entidade, um profissional conhecido, alguém que talvez está na esquina de casa. É a proximidade com o político que torna mais fácil seguir a primeira dica: examinar a vida pregressa do candidato.

A filtragem de um candidato “ficha suja” ou “ficha limpa” cabe mais ao eleitor do que à Justiça Eleitoral, já que o único impedimento que a lei coloca ao candidato em relação ao seu passado é não ter condenação transitada em julgado, ou seja, não ter sentença condenatória definitiva (sem possibilidade de recurso). A dica sobre a vida pregressa não se refere apenas a processos, escândalos e denúncias de corrupção, mas também a compromissos assumidos em eleições passadas e promessas formuladas (cumpridas ou não). “Se em um ano, o político prometeu que faria algo e quatro anos depois vem e diz que é exatamente o contrário, isso mostra que ele não tem uma palavra constante. Não quer dizer que ele não possa mudar de opinião, mas tem que explicar muito bem porque muda [de opinião] em assuntos fundamentais. Se ele é favorável à privatização da saúde pública e quatro anos depois é a favor da estatização da saúde pública, é um problema. Você não muda tão radicalmente de um campo para outro”, afirma o professor de filosofia política e ética da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Roberto Romano. Também vale verificar a atuação anterior do candidato, antes de ele se tornar um político. “Servidor público não se faz do dia para a noite. Tem que analisar se ele teve atuação comunitária, se é uma pessoa com sintomas claros de liderança, se é uma pessoa com sinais evidentes de ser solidário com as pessoas que precisam”, explica diretor-executivo da União dos Vereadores do Brasil (UVB), Sebastião Misiara.

Por dentro das atribuições
Para Misiara, o candidato não pode “sair do nada”. “Se um bombeiro salvou a vida de uma criança, virou notícia local, estadual e nacional, nem por isso vai ser um bom vereador”, exemplifica. O vereador precisa conhecer o funcionamento do município, o orçamento e a lei orgânica da cidade porque, além de propor e votar projetos de lei, vai aprovar e fiscalizar a aplicação do dinheiro que a cidade tem em caixa e analisar as contas do prefeito. Apenas boas idéias também não bastam para o candidato a prefeito. O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, diz que quem se candidata a dirigir um município tem que ser um bom gestor: conhecer as leis, o orçamento, ter boa capacidade de avaliação e criatividade. “Se você escolher um mau gestor, ele afunda [o município] não só por aquela gestão, mas por muitas décadas, porque os efeitos são prolongados. Terminou aquele improviso. Tem que entender e planejar, saber quanto arrecada, quanto gasta e como é que se gasta”, explica.

'Ponte para a Lua'
Entender o funcionamento do município e as atribuições de cada cargo também é importante para o eleitor, principalmente para se saber reconhecer falsas promessas. “Tem candidato a vereador que promete ponte para a Lua. E aí o sujeito acredita, cai nessa historinha e depois se arrepende. Então, tem que conhecer o limite do cargo em disputa”, diz o cientista político Humberto Dantas, conselheiro do Movimento Voto Consciente. Não é difícil encontrar um candidato a vereador que prometa fazer obras. É bom lembrar que isto não é função do vereador, mas sim do prefeito. “Eles chegam e dizem: 'Vou fazer uma escola, vou fazer uma creche'. Mas não pode”, explica Amália Sylos, voluntária da entidade.

‘Inmetro da política’
Procurar se aproximar do candidato, conhecer seu partido e suas propostas básicas é tão importante quanto olhar a propaganda de forma crítica. “A dona de casa não compra o sabão em pó só pela propaganda. A propaganda a leva a comprar, mas se o sabão não presta, se mancha a roupa, ela não compra mais. Assim, a propaganda deve chamar a atenção para o candidato, para o programa, mas o que a propaganda faz, na maior parte do tempo, é embelezar o produto. Portanto, é preciso testar a qualidade do produto. É preciso procurar o Inmetro da política”, diz Roberto Romano. Para Amália Sylos, a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV não é uma boa forma de se analisar um candidato. “Na última eleição, houve 1,5 mil candidatos a vereador em São Paulo. Você imagina quantos segundos essa gente apareceu. Os partidos jogam [no rádio e na TV] aqueles que são puxadores de voto. Então, esses aparecem mais”, avalia.

sábado, 2 de agosto de 2008

'Esta é a hora de reivindicar salários', diz Lula


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez hoje um discurso inflamado durante a posse da nova direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A centenas de sindicalistas presentes, Lula disse que "esta é a hora de se reivindicar salários, aumentos de conquistas e mais direitos trabalhistas". Lula complementou que a economia cresce, os salários crescem e o emprego sobe como jamais subiu e esse "é o momento em que você (os trabalhadores) deve conquistar salários".

O presidente disse ainda que é preciso saber a hora, porque quando a economia deixar de crescer o que o trabalhador terá é desemprego. "Estou falando quase como presidente do sindicato, mas é assim mesmo", afirmou.

Lula ressaltou, no entanto, que o mundo vive um momento preocupante. Ele explicou aos sindicalistas que a crise norte-americana, que começou no mercado imobiliário no ano passado, fará com que os pobres paguem a conta.

"Eles estavam no cassino nos Estados Unidos e agora pularam para o mercado especulativo futuro do petróleo e dos alimentos. Aí veio a inflação mundial", afirmou. Desta vez, no entanto, segundo o presidente Lula, o Brasil está mais preparado.
Anúncio provido pelo BuscaPé